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O estudo da
homossexualidade tem sido particularmente intenso ao longo dos
últimos 20 anos. Inicialmente dominado por antropólogos, este campo
teórico extremamente fértil tem pouco a pouco incorporado
perspectivas interdisciplinares que incluem as áreas de história,
sociologia, comunicação e psicologia, entre outras. O renovado
interesse por este tema se deve ao fato de que a cultura homossexual
no Ocidente tem sofrido mais mudanças neste período do que em
qualquer outro momento histórico, gerando para os homossexuais uma
visibilidade com a qual o mundo moderno jamais teria sonhado. Da
mesma forma, o capitalismo criou as condições socioeconómicas e
psicológicas necessárias para a emergência da identidade homossexual
moderna. Em outras palavras, o capitalismo permitiu que os
homossexuais, entre outros indivíduos oprimidos, se sentissem livres
para expressar sua identidade através do uso criativo de produtos e
serviços, o que fez com que o mercado homossexual se transformasse
em um dos pilares desta sub cultura. Consequentemente, o estudo do
comportamento de consumo torna-se relevante, devido à importância
que ele assume na construção da subjectividade do indivíduo e na sua
inclusão dentro do sistema social mais amplo. Existem várias teorias do porque uma pessoa é homossexual. Seja por influência ambiental, genética ou da formação psicológica; uma coisa é certa, ninguém opta por ser homossexual. Esse tipo de relação, de comportamento, é visto como uma orientação do desejo. Mas, esse conceito é recente, visto que somente em 1993, a Organização Mundial da Saúde deixou de considerar a homossexualidade como uma doença, passando a ser uma condição da personalidade humana. O Conselho Federal de Psicologia passou a condenar as promessas de tratamento para reverter a homossexualidade em 1999. Picazio (psicólogo e psicoterapeuta, 1998) acredita que todos nós recebemos desde cedo uma carga muito grande de valores negativos em relação a pessoas com orientação homossexual. Por isso, acabamos por repetir os comportamentos preconceituosos para rebater algo que não queremos para nós. Essa atitude dificulta tanto a aceitação da diferença, como a própria auto-aceitação de uma pessoa que venha a se perceber homossexual, pois ela acredita que será condenada a ser tudo o que ouviu falar de ruim sobre os homossexuais. Existe gente que acha que os homossexuais já nascem assim. Outros, ao
contrário, dizem que a conjunção do ambiente social com a figura
dominadora do genitor do sexo oposto é que são decisivos na expressão da
homossexualidade masculina ou feminina. Como separar o património
genético herdado involuntariamente de nossos antepassados da influência
do meio foi uma discussão que monopolizou o
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